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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A ORIGEM DO PECADO


Na Bíblia, o mal moral que assola o mundo, normalmente chamado pelos homens de fraqueza, equívoco, deslize, se define claramente como pecado, fracasso, erro, iniqüidade, transgressão, contravenção e injustiça.

À luz do ensino geral das Escrituras, o homem é apresentado como um transgressor por natureza. Mas, como adquiriu o homem essa natureza pecaminosa? O que a Bíblia diz acerca disso? Para responder a essas perguntas devemos considerar o seguinte:

Deus Não é o Autor do Pecado

Evidentemente, Deus na sua onisciência já vira a entrada do pecado no mundo, bem antes da criação do homem. Porém, deve-se ter cuidado para, ao fazer essa interpretação, não lançar sobre Deus a causa ou autoria do pecado. Esta idéia está excluída da Bíblia. Jó 34:10 diz: “... Longe de Deus o praticar ele a perversidade, e todo-poderoso o cometer injustiça”.

Deus é santo (Is. 6:3) e não há Nele nenhuma injustiça (Dt. 32:4; Sl. 92:15). Tiago diz: “Ninguém ao ser tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta”, (Tg. 1:13). Deus abomina o pecado, e a prova disto é que Ele enviou o Senhor Jesus Cristo como provisão, para destruir o pecado e salvar os homens. Assim sendo, têm de ser rechaçadas todas aquelas idéias determinadas, segundo as quais Deus é o autor e responsável pelo pecado.

Tais idéias são contrárias, não só as Escrituras, mas também a voz da consciência, que dá testemunho da responsabilidade do homem.

O Pecado Teve Origem no Mundo Angélico
Segundo as Escrituras, num tempo que não se sabe (se bem que foi antes da criação do homem e, da terra restaurada que ora, habita o homem) houve uma rebelião no céu. Segundo as Escrituras todas as coisas foram criadas por Deus (Cl. 1:16) e criadas perfeitas, porque Deus é perfeito. Deus deu à sua criação o livre-arbítrio para que a mesma pudesse servi-lo sem o aspecto “robotizado”, ou seja, sem manipulação. Mas, em um período da história, onde só se encontrava Deus e seus anjos, um desses, por ser poderoso, belo, e talvez quem sabe, por estar na linha de frente, achou que poderia superar o seu criador (Is. 14:12-15). Houve então o surgimento do pecado, esse ser (Lúcifer) desencadeou uma rebelião que arrastou a terça parte dos anjos.
Deus o lançou fora do céu, e santificou seus anjos, pelo que não podem mais pecar (Lc. 9:26). O surgimento do pecado partiu desse momento em que, a soberba, o orgulho a exaltação, subiu ao “coração” de um ser (I Tm. 3:6).

A Origem do Pecado na Raça Humana.
Segundo a Bíblia ensina, quando Satanás foi lançado à terra, não perdeu tempo em voltar a enganar, e como Deus havia feito agora o homem para adora-lo, Satanás investiu mais uma vez (Gn. 3:1-10).
Qual foi a estratégia de Satanás aplicada contra Adão e Eva? O inimigo fez vários ataques, um após outro, até derruba-los. Em seu primeiro ataque, despertou dúvida sobre a veracidade da Palavra de Deus. Eis a razão pela qual deve-se estar sempre vigilante e atento. O diabo fez somente uma leve mudança naquilo que Deus havia dito e segundo a ótica humana essa mudança seria insignificante. Ele apenas distorceu o suficiente para criar desconfiança.
Nos dias atuais ele diz assim que a Palavra de Deus não pode ser levada tão a sério e que é necessário ter mente aberta, pois, Deus não pode estar tão preocupado com detalhes tão insignificantes. O diabo, que é o pai da mentira (Jo. 8:44), perguntou torcendo a palavra que Deus: "É assim que Deus disse: não comereis de toda as árvores?" (Gn. 3:1). Mas, Deus havia dito: “de todas as árvores comereis livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia que dela comeres certamente morrerás.” (Gn. 2:16,17). Quando Eva na sua réplica fez referência ao que Deus havia dito a respeito da árvore do meio do jardim: "não comereis dela para que não morrais" (Gn. 3:3) ,o diabo torceu novamente: "certamente não morrereis" (Gn. 3:4). A dúvida estava implantada.
O segundo ataque tinha por alvo pôr em dúvida as intenções de Deus para com eles, insinuando que Jeová não queria que os homens fossem tais quais Ele. O diabo disse: "Deus sabe que no dia em que dela comerdes... sereis como Deus..." (Gn. 3:5).
No terceiro ataque, o diabo despertou neles a tentação de ser igual a Deus. Foi o mesmo pecado que o havia derrubado no céu (Is. 14:14). O poder da tentação estava ocupando tanto o entendimento quanto o sentimento e a concupiscência dos olhos (Gn. 3:6; 1 Jo 2:16). A vontade deles estava sendo conquistada por um desejo ilícito . Só faltava uma coisa: a própria ação. Agora o homem dava ouvido à insinuação do tentador, de que, se ele se colocasse em oposição a Deus, se tornaria igual a Deus.
É o que prega o Movimento Nova Era afirmando que “todos tem um deus dentro de si”. Tomando do fruto que Deus proibira, Adão e Eva caíram, abrindo a porta de acesso ao pecado no mundo. Ele não apenas pecou, como também se tornou servo do pecado. (Rm. 5:12, 18, 19).

O Caráter do Primeiro Pecado do Homem.
De acordo com o relato bíblico, o primeiro pecado do homem consistiu em Adão ter comido da árvore do conhecimento do bem e do mal, em desacato à ordem do Senhor: “... da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás...”. (Gn. 2:17).
Não se tem o conhecimento de que tipo de árvore era aquela, mas, é provável que não foi a árvore em si que levou o homem ao conhecimento do bem e do mal, mas, que foi a desobediência a Palavra de Deus.
Foi a falta de confiança no criador que levou o homem a pecar. O mundo tem a tendência de dizer que, aquilo que é “proibido” é mais emocionante, parece que a curiosidade do homem é mais forte do que ele.

Seu caráter essencial e material
A essência do pecado de Adão consiste em que ele se colocou em oposição a Deus, recusando submeter-se à sua vontade e impedindo que Deus determinasse o curso da sua vida. Adão tomou as rédeas de sua vida das mãos de Deus, determinando o seu futuro por si mesmo. O homem, que não tinha nenhum direito sobre Deus, separou-se dele como se nada lhe devesse.
A idéia de que a ordem de Deus ainda estava na mente do homem no momento do seu pecado é comprovada na resposta de Eva à pergunta de Satanás, “nem tocareis nele?” (Gn 3:3). Possivelmente Eva quis enfatizar que o mandamento de Deus não havia sido razoável, isto é, era muito mais pesado do que se podia imaginar; foi assim que no desejo ser igual a Deus, o homem pecou e foi reduzido à categoria de servo do pecado.

O Pecado e as Obras da Carne
Se for feito um apanhado alusivo ao pecado, serão notadas as grandes conseqüências negativas que o mesmo traz. Observa-se na carta de Paulo aos Gálatas, o que normalmente ocorre quando o homem dá lugar a carne.

Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: Prostituição, Impureza, Lascívia, Idolatria, Feitiçaria, Inimizades, Porfias, Ciúmes, Iras, Discórdias, Dissensões, Facções, Invejas, Bebedices, Glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. (Gl. 5:16-21).

Paulo usa o termo “carne”, nessa carta em, pelo menos, três sentidos.
Em um sentido mais geral, refere-se ao que é humano. Em outro sentido, refere-se ao corpo físico. Em um sentido mais específico, principalmente quando aparece em oposição ao “espírito”, refere-se à natureza humana pecaminosa, que envolve também mente e alma.
Deve-se andar no Espírito, e não dar lugar à carne, pois, esta é corruptível. No versículo 21 do capítulo 5, observa-se o que pode acontecer aos que menosprezarem os ensinamentos bíblicos: “... a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”.
Nunca se pode perder da mente uma coisa: “O céu é tomado à força”. Ninguém entrará no mesmo sem santidade. “Segui a paz com todos, e a Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. (Hb. 12:14). “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscência” (Gl. 5:24).

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